Não. Nem toda criança com Síndrome de Down apresenta uma cardiopatia. Porém, as cardiopatias congênitas são mais frequentes nessa população e estão presentes em aproximadamente metade das crianças.
Entre as alterações mais comuns estão o defeito do septo atrioventricular (DSAV), comunicação interventricular (CIV), comunicação interatrial (CIA) e persistência do canal arterial.
O coração pode dar uma pista ainda na gestação?
Sim. Algumas cardiopatias apresentam forte associação com alterações cromossômicas.
Quando o ecocardiograma fetal identifica determinadas alterações, especialmente o DSAV, o achado pode sugerir a necessidade de investigação genética complementar.
É importante lembrar: o ecocardiograma fetal não diagnostica Síndrome de Down, mas alguns achados cardíacos podem aumentar a suspeita e indicar investigação específica.
E depois que o bebê nasce?
Todo recém-nascido com Síndrome de Down deve ter o coração cuidadosamente avaliado. A American Academy of Pediatrics (AAP) recomenda a realização de ecocardiograma, mesmo quando o exame fetal foi realizado durante a gestação.
O diagnóstico precoce permite identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas e planejar o acompanhamento e, quando necessário, o tratamento.
Dra. Bruna Cezar
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM-SP 150.104 | RQE 82.125 | RQE 82.125-1


