O procedimento é simples, mas alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de infecções, alergias e acidentes
Furar a orelha do bebê é uma escolha da família. Como se trata de um procedimento estético, não há necessidade de realizá-lo nos primeiros dias de vida. Algumas famílias optam por aguardar os primeiros meses, inclusive o início do calendário de vacinação.
Como o furo deve ser realizado?
O procedimento deve ser feito por profissional habilitado, com técnica adequada, materiais esterilizados e todos os cuidados de higiene necessários.
Qual brinco escolher?
Prefira brincos pequenos, leves, com fechamento seguro e confeccionados em material com baixo potencial alergênico. O níquel deve ser evitado, pois está frequentemente relacionado à dermatite de contato.
Também é importante verificar regularmente se o brinco e a tarraxa estão bem posicionados e seguros, já que peças pequenas podem se soltar e representar risco de ingestão ou aspiração.
Quais os cuidados depois do furo?
Antes de tocar na orelha ou no brinco, lave bem as mãos. Mantenha o local limpo, evite manipulações desnecessárias e não deixe a tarraxa excessivamente apertada.
Quando procurar o pediatra?
Vermelhidão que aumenta, inchaço, dor importante, secreção, febre ou brinco/tarraxa ficando presos na pele são sinais que merecem avaliação.
O furo na orelha é opcional. Quando a família decide realizá-lo, uma técnica segura, higiene adequada e a escolha correta do brinco são os principais cuidados.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação individual. Em caso de dúvidas, converse com o pediatra do seu bebê.
Dra. Bruna Cezar
Pediatria e Cardiologia Pediátrica
CRM-SP 150.104 | RQE 82.125 | RQE 82.125-1


