Entenda como funciona a circulação fetal e por que algumas comunicações podem estar presentes nos primeiros meses de vida
Durante a gestação, a circulação do bebê funciona de maneira diferente. Como os pulmões ainda não realizam as trocas de oxigênio, essa função é feita pela placenta.
Para que o sangue circule de forma adequada antes do nascimento, existem algumas estruturas próprias da vida fetal. Entre elas estão o forame oval, uma comunicação entre os átrios, e o canal arterial, que conecta a artéria pulmonar à aorta. São estruturas que fazem com que o sangue não seja encaminhado para o pulmão do feto nesse momento.
O que acontece depois que o bebê nasce?
Com o choro e a primeira respiração, os pulmões se expandem e passam a receber maior quantidade de sangue. A circulação se reorganiza e essas comunicações deixam de ser necessárias.
O canal arterial normalmente começa a se fechar nas primeiras horas ou dias de vida. Já o forame oval pode permanecer aberto por mais tempo e ainda ser identificado no ecocardiograma de muitos bebês e até de adultos saudáveis.
Por isso, encontrar um forame oval patente (FOP) no ecocardiograma de um recém-nascido ou lactente geralmente faz parte da transição normal da circulação fetal e não significa, isoladamente, que exista uma cardiopatia.
Ouvir que o bebê tem um “buraquinho no coração” pode assustar, mas esse termo pode representar situações muito diferentes — e muitas delas têm evolução favorável.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação individual. Em caso de dúvidas sobre o ecocardiograma do seu bebê, converse com o pediatra ou cardiologista pediátrico.
Dra. Bruna Cezar
Pediatria e Cardiologia Pediátrica
CRM-SP 150.104 | RQE 82.125 | RQE 82.125-1

